Imparidades
Impossível a um homem banhar-se duas vezes no mesmo rio. É como vejo o tempo, um relógio em que cada segundo é um átomo pronto para ser absorvido ou esquecido. A vida é uma eterna e terna reconstrução. Nem todos têm o poder de segurar tudo que desejariam ter nas mãos e a eles resta apenas a melancolia da saudade ou o renascimento na superação. Ou os dois, como eu sempre preferi. E é com essas idéias que eu dou cor a todo e qualquer traço de despedida. Tudo se resume a boas-vindas ou despedidas e, num processo que reúne lógica e sentimento, a união de ambos resulta em reencontros. Porém, a arte romântica começa sempre pelo clímax, por isso, o reencontro só acontece para quem tem o dom da criatividade e da inovação.
Sempre tentei ser uma pessoa única e de momentos únicos. Tudo que vem em dobro não existe. O que penso apenas é que cada pedaço de mim pode ter sido mais ou menos agraciado com a ação do meio. E, talvez, os dias estejam cada vez maiores (ou eu menor, como se perdesse de mim um pouco e sempre um pouco mais). Sei que os olhares não eram de adeus, mas também me dói, às vezes, não poder acorrentar tudo que me faz bem. Aprecio a liberdade em detrimento do egoísmo e acho que isso é que me economiza algumas lágrimas. Sou obrigado a relembrar as palavras de John Lennon: "Amo a liberdade. Deixo livre tudo que amo. Se não voltar, é porque nunca foi meu."
E assim carrego a minha sombra, que, por sinal, também é única como meus passos ou meus abraços. Faço da minha existência um conjunto de singularidades. Não posso dizer que sou um homem de tristezas, mas um homem de luta contra a dor. Não posso dizer que sou um homem de planos, mas um homem de compromisso. Não posso dizer que sou um homem de vitórias, mas um homem de perseverança. Não posso dizer que sou um homem de alegrias, mas um homem feliz. Não posso dizer que sou um homem de paixões, mas um homem de coração. E, acima de tudo, não posso dizer que sou um homem de amores, mas sim, um homem de amor.
Sempre tentei ser uma pessoa única e de momentos únicos. Tudo que vem em dobro não existe. O que penso apenas é que cada pedaço de mim pode ter sido mais ou menos agraciado com a ação do meio. E, talvez, os dias estejam cada vez maiores (ou eu menor, como se perdesse de mim um pouco e sempre um pouco mais). Sei que os olhares não eram de adeus, mas também me dói, às vezes, não poder acorrentar tudo que me faz bem. Aprecio a liberdade em detrimento do egoísmo e acho que isso é que me economiza algumas lágrimas. Sou obrigado a relembrar as palavras de John Lennon: "Amo a liberdade. Deixo livre tudo que amo. Se não voltar, é porque nunca foi meu."
E assim carrego a minha sombra, que, por sinal, também é única como meus passos ou meus abraços. Faço da minha existência um conjunto de singularidades. Não posso dizer que sou um homem de tristezas, mas um homem de luta contra a dor. Não posso dizer que sou um homem de planos, mas um homem de compromisso. Não posso dizer que sou um homem de vitórias, mas um homem de perseverança. Não posso dizer que sou um homem de alegrias, mas um homem feliz. Não posso dizer que sou um homem de paixões, mas um homem de coração. E, acima de tudo, não posso dizer que sou um homem de amores, mas sim, um homem de amor.

4 Comments:
é grande, um homem de amor, é sempre reincidente essa palavra nos seys textos, ainda bem!
Abraço!
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Anônimo, at 21:01
Keru ser ki nem vc qdo crescer!!
O.O
hauahhauhahaua
LINDO DEMAIS O TEXTO JU!!
Adorei esse final principalmente!!
Vc eh o CARA!!!
hauhahahauhaha
xeru amorrr
te amuuuuuuuuuuh
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Anônimo, at 12:19
( ou eu, menor,... ) (ou eu menor,...)
teve uma virgula consertada ai..hehe
espero q esteja tudo bem...:*******
beijo nindo
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Anônimo, at 20:25
ju..simplesmente perfeito o seu texto..sem palavras o bastante pra dizer o qual simples mas perfeito está o seu texto..muito massa ju!
acho que vou pegar pra mim esse texto..colar no meu quarto..
iuhaiuahuia..sei la..acho que me identifiquei muito com ele..x)
te doolu ju!
x*
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Anônimo, at 21:14
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