Casa, teatro e esquina

quarta-feira, julho 19, 2006

Ode à amizade

O que chora por ser menor do que o próprio coração. O que chora por estar longe do verdadeiro lar. O que chora por ter planos destruídos por mãos alheias. O que chora por sonhar mais do que o mundo permite. Os homens que pensam e os meninos que sorriem. Por alguns minutos fomos as quatro pontas de uma cruz perfeita, não daquelas que se penduram em quartos de família, mas uma cruz que se ligava não pelo centro, mas pelos braços que enlaçavam o vizinho e pelas cabeças que se tocavam. E assim a noite nos abençoou com a água benta das estrelas infinitas e nossa juventude fez prece de piedade por nossa inocência. Estávamos sendo crismados por nossos erros e reaprendendo a ter fé. Fé em nós e, mais do que isso, em nós juntos, mesmo que distantes. A amizade é religião e não existem ateus.

E quem havia de dizer que seria assim? Aprendemos a ser fiéis a tudo que nos faz bem, mas quem imaginaria que a idade alheia tentaria apagar nossos ideais? E como iríamos saber que a felicidade é passageira até que se prove o contrário? Por que a gente sabe apenas a primeira parte da canção? E como segurar suas lágrimas e sua voz ao chão? Perguntas demais para quem nunca soube formular respostas, apenas inventá-las. Bem queríamos fugir das regras, mas nós somos uma regra em si. Somos a contramão da vida e o Sol no frio de inverno. Resistimos mais do que podemos e nos saímos bem ainda mais, mas não ainda. O momento pode não ser agora ou sequer existir, mas acreditar é o mais importante. Melhor do que a vitória são as batalhas.

(Obrigado por seu perdão)

Não vale a pena a tristeza. E hoje vou experimentar um pouco mais de Tarantino com "Cães de aluguel". Bom mesmo é distribuir sorrisos ou até ver você sorrir. Rir é perigoso demais, mas também me arrisco. Logo eu que sempre fui tão calado...

1 Comments:

  • ainda nao aprendi a me desligar de vc..pq estou contigo em td lugar?? :<

    By Anonymous Anônimo, at 12:46  

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