Saudade às três e meia
Acordei. O recheio de alho no pão tinha o cheiro forte do beijo dela. Bem poderia não ter sido uma noite como todas as outras, mas foi. Somos programados para sempre nos repetir, mas eu não queria ter ficado triste. Talvez tenha sido a não-curada garganta inflamada que me impede de comer em paz, talvez tenha sido o fato de querer sempre alguma emoção; mas é fato que me deitei perto do meio-dia e não conseguia um sorriso.
Saudade de tudo mais que eu poderia ter sido ou feito. Saudade do que sequer imaginei. Saudade de um pouco de tudo que me leva à frente. Saudade de ter saudade. Saudade e apenas saudade. Poderia cortar a minha cabeça e pendurá-la em seu quarto apenas para ter a sua imagem o dia inteiro à minha frente. Quem foi que me ensinou a sentir demais? (...)
Eu conversava e dizia que, quando a chuva é forte, quase tempestuosa, o outro dia nos reserva o horizonte azul. E acertei. Se a cidade fosse um céu, viveria os dias inteiros como um anjo inundado da tristeza que chove na sua ausência, reservando o sol dos meus olhos para encontrar o sol dos seus.
(Vou desenhá-la atrás da cabeceira da minha cama)
Por que eu ainda não comprei um xarope? Vai entender?
Post às três e meia da manhã. Será que existem lojinhas que vendem tempo? Eu bem queria uma amostra grátis de algumas horas a mais por um mês. E, se não fosse um exagero, ainda compraria um planeta em que não amanhecesse jamais. Mas se tudo isso não for possível, me contento em imaginar a vida no mundo que Einstein inventou: você dilata o tempo e eu contraio o espaço. Teorias são eternas, meu coração também.
Saudade de tudo mais que eu poderia ter sido ou feito. Saudade do que sequer imaginei. Saudade de um pouco de tudo que me leva à frente. Saudade de ter saudade. Saudade e apenas saudade. Poderia cortar a minha cabeça e pendurá-la em seu quarto apenas para ter a sua imagem o dia inteiro à minha frente. Quem foi que me ensinou a sentir demais? (...)
Eu conversava e dizia que, quando a chuva é forte, quase tempestuosa, o outro dia nos reserva o horizonte azul. E acertei. Se a cidade fosse um céu, viveria os dias inteiros como um anjo inundado da tristeza que chove na sua ausência, reservando o sol dos meus olhos para encontrar o sol dos seus.
(Vou desenhá-la atrás da cabeceira da minha cama)
Por que eu ainda não comprei um xarope? Vai entender?
Post às três e meia da manhã. Será que existem lojinhas que vendem tempo? Eu bem queria uma amostra grátis de algumas horas a mais por um mês. E, se não fosse um exagero, ainda compraria um planeta em que não amanhecesse jamais. Mas se tudo isso não for possível, me contento em imaginar a vida no mundo que Einstein inventou: você dilata o tempo e eu contraio o espaço. Teorias são eternas, meu coração também.

3 Comments:
Você é foda, muito foda. Fodaresticamente poeta. Poeta do cotidiano que sabe transformar fatos simples na mais sincera melodia, poesia e tudo o mais.
Sou sua eterna admiradora
=*
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Anônimo, at 13:30
concordo com a moça ai de cima...3:30 da manhã é uma boa hora pra se acordar.
Abraço, grande!
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Anônimo, at 17:14
adoorei esse ju..
tem detalhes neles que não sei explicar mas que eu gosto muito..x)
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Anônimo, at 01:14
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