Entre o sete e o oito
Apenas um trio de dias, mas o suficiente para fazer os olhos sofrerem ao som do sal que os molhava de leve. O mundo parecia estar em pane sem um coração a dar partida ao motor da vida. Eu não podia alçar vôo sem aquelas asas que tanto pareciam um conjunto de anéis vermelhos. Eu sequer me lembro do que minha mãe preparou para o jantar. Pode ter sido uma sopa de feijão à la Resun ou uma pizza de lombo e catupiry, mas o estômago não sentia fome e a língua era tão insensível como a língua de Romeu sem a de Julieta. Está escrito em alguma parede do meu quarto que eu não existo sem você.
Sentado na última fileira do cinema, devo talvez ter escolhido um tema para uma futura pesquisa na faculdade: "Animações digitais e semiótica". Assisti ao "Os sem-floresta", que logo relacionei a uma paródia muito bem construída à legitimidade dos movimentos sociais de base, além de fazer uma crítica à condição primeira do ser humano que é a de elemento último na cadeia alimentar. Segundo um guaxinim muito esperto, os animais comem para viver, enquanto os homens vivem para comer. E me lembro de "Shrek" e sua crítica sobre beleza e felicidade e ao mundo fashion. Ou até "Madagascar" e sua referência explícita ao mito da caverna de Platão, onde os animais nascidos no zoológico se sentiam desencorajados a ver o mundo exterior. Escolhamos uma das duas opções: ou eu ando vendo coisas demais, ou os produtores de animações infantis andam visionários demais (até uma alusão a "Cidadão Kane" eu pude ver hoje).
E mesmo os professores da segunda-feira sumindo sem aviso ou a prova da terça-feira sendo adiada não puderam tirar minha animação em ver esse filme. Sei também que preferia que alguma das cinco cadeiras restantes aos meus lados fosse ocupada por alguém mais importante que minha mochila. Hoje me perguntaram como eu consigo organizar meu tempo e dividir vinte e quatro horas entre o sono, o estudo, a política, o cinema, o jogo do São Paulo, o blog, o flog, o orkut, o tempo perdido nas viagens de ônibus, os minutos cedidos para buscar minha irmã na escola, etc. Eu ainda brinquei comparando-me a Hermione e sua ampulheta que manipulava o tempo, mas sei que, nesses casos, a vida supera o cinema e a vontade de viver amplamente supera qualquer arquétipo. A oitava arte, o amor: ah! Essa é quem me faz brincar de inventar mais uma hora para eu chegar sempre aonde eu quero ir.
Sentado na última fileira do cinema, devo talvez ter escolhido um tema para uma futura pesquisa na faculdade: "Animações digitais e semiótica". Assisti ao "Os sem-floresta", que logo relacionei a uma paródia muito bem construída à legitimidade dos movimentos sociais de base, além de fazer uma crítica à condição primeira do ser humano que é a de elemento último na cadeia alimentar. Segundo um guaxinim muito esperto, os animais comem para viver, enquanto os homens vivem para comer. E me lembro de "Shrek" e sua crítica sobre beleza e felicidade e ao mundo fashion. Ou até "Madagascar" e sua referência explícita ao mito da caverna de Platão, onde os animais nascidos no zoológico se sentiam desencorajados a ver o mundo exterior. Escolhamos uma das duas opções: ou eu ando vendo coisas demais, ou os produtores de animações infantis andam visionários demais (até uma alusão a "Cidadão Kane" eu pude ver hoje).
E mesmo os professores da segunda-feira sumindo sem aviso ou a prova da terça-feira sendo adiada não puderam tirar minha animação em ver esse filme. Sei também que preferia que alguma das cinco cadeiras restantes aos meus lados fosse ocupada por alguém mais importante que minha mochila. Hoje me perguntaram como eu consigo organizar meu tempo e dividir vinte e quatro horas entre o sono, o estudo, a política, o cinema, o jogo do São Paulo, o blog, o flog, o orkut, o tempo perdido nas viagens de ônibus, os minutos cedidos para buscar minha irmã na escola, etc. Eu ainda brinquei comparando-me a Hermione e sua ampulheta que manipulava o tempo, mas sei que, nesses casos, a vida supera o cinema e a vontade de viver amplamente supera qualquer arquétipo. A oitava arte, o amor: ah! Essa é quem me faz brincar de inventar mais uma hora para eu chegar sempre aonde eu quero ir.

4 Comments:
adorei as suas associações de filmes..e como sempre muito bem feito o seu texto ju!
e depois me da sua ampulheta..tou precisando de uma assim..
porque o tempo passa tã rápido quando a gente está "prestes" a fazer um vestibular?!..xP
te amu ju!..x*
PS.:acabei de escutar essa música de Pearl Jam..hehe
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Anônimo, at 20:57
poxa poxinha poxiiiiiinha...pensava que entre 7 e 8 ia falar de algo relacionado aquelas nossas historias de amor, aquueeeles encontros escondidos maas...td bem...ficou lindo de td jeito
brigada por ter arranjado mais 1 horinha na sua agenda pra ter vindo me ver...e se n tivesse, eu criaria a vigesima quinta hora do dia pra passar em sua casa e te buscar p algum lugar so nosso...
MOOOORRR..ja sei qual o nosso proxino presente...ja sei o quero te dar..e fiqeui com uma peeeena por n ter pensado em te dar isso no seu niver..mas td bem, ha tempo..se vc usar neh, ¬¬, vai ficar tao liiindo
te lovo
beiiijoooooo
ps..olha, essa aposta ta indo longe demais..sera q pelo menos ESSA vc ganha
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Anônimo, at 14:21
oww graande!o amor cara, me pego pensando durante esses dias, se realmente o que Raul diz é verdade: "o ciume é só vaidade", mas acho q não grande, um amigo meu anda pregando o "amor livre", mas é complicado por que de qualquer forma somos egoístas, mas oq isso tem haver com seu texto?quem sabe..
Abraço!
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Anônimo, at 00:58
Juzão, finalmente li seus textos recentes, estão todos perfeitos, pra variar...Vc deveria ter dito antes sua fórmula do tempo, o amor, claro, até agora estava eu imaginando que vc era um mágico pra conciliar tantas coisas num dia só.
Filmes de desenho têm muito a nos mostrar, transbordam profundidade (justamente pelo fato de todos acharem se tratar de historias para crianças).
Bjjsss fofo!Té amanhã, mesmo horário, mesmo local (mesmo canal, kkk!)
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Anônimo, at 23:17
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