Eu te amo
Nada como acordar numa manhã cinza de segunda-feira para me apresentar ao exército. É quando a vida se renova e eu apago algumas mágoas recentes. Não que um sábado não tenha plenas condições para se tornar um dia bom, mas é fato que eles não vêm sendo assim. Foi um dia em que minha (in)finita paciência foi logo esgotada em alguns gritos contidos, graças a alguns olhares de reprovação, alguns palavrões de impaciência, alguns choros de egoísmo...eram seis bilhões contra dois. Era o mundo real de seis continentes contra o mundo imaginário de dois corações sem limites. Admito, mesmo correndo o risco de cair no famoso espaço do lugar-comum, que faria cama do seu colo e lençol dos seus braços, com sua voz sendo uma canção de ninar. É quando dormiria surdo para assuntos banais.
Mas não foi nessa fantasia que a vida caminhou, apesar de ser bem melhor pensar assim. Lembro apenas de alguns flashes, como as mãos no volante que guiavam um corpo tonto, um desmaio por duas horas, uma insônia à meia-noite e um texto perdido sem razões aparentes. E nada mais faria sentido se não fosse aquela que faz jus à sua função de anjo da guarda. Bastou que eu olhasse para o céu adormecido às duas horas da madrugada, visse o seu sorriso facilmente desenhado em Cruzeiro do Sul e lembrasse de quantas vezes sua mão afagava minha cabeça em meu silêncio contemplativo da tristeza e da solidão. Então, ainda que correndo o mesmo risco anterior, embora não me dê à preocupação de uma terceira voz vir a falar de nós, só me resta algumas palavras que talvez sirvam como solução a todas as nossas preocupações:
- Eu te amo.
E durante a pronúncia das sete letras junto mais cinco do seu nome e formo doze. Doze são os números do relógio que me fazem pensar naqueles olhos. Olhos tristes, mas de uma beleza superior. E é quando lembro que compreensão não é encontrada em qualquer curva de uma estrada sem asfalto, mas ela vem sempre empacotada nas veias coronárias de alguém que julgaremos especial. Algumas pessoas passam a vida inteira procurando por esse alguém e eu tive a sorte de encontrá-lo desde cedo. E assim eu dividi as mulheres em duas: a minha futura esposa e todas as outras.
Sei que alguns podem considerar essas palavras restritas demais, que não vale a pena considerar tais parágrafos como uma crônica (e ainda mal escrita, por sinal). Mas, como disse há algumas linhas virtuais, não irei me preocupar com isso. Ao menos não hoje, por ser apenas um dia em que tive chance de agradecer por todo o esforço que me foi direcionado no resgate da minha felicidade. E aliado a essa condição, assisti ao filme "Peixe grande" no domingo (dividi o meu tempo na criação de uma resenha, mas nada poderia me estragar agora), o que me dá um pouco de veia poética e fantasiosa. E mesmo que as coisas tivessem perdido a graça por alguns instantes, não foi com grande dificuldade que tudo voltou ao estado habitual de graça constante. Admito que devo desculpas a qualquer um de vocês, mas palavras nem sempre são fortes como um abraço. Talvez eu prefira uma maneira diferente de pedir redenção.
E como eu disse antes, a vida se renova. Ainda bem que o serviço militar me livrou do fardo de carregar uma arma.
Mas não foi nessa fantasia que a vida caminhou, apesar de ser bem melhor pensar assim. Lembro apenas de alguns flashes, como as mãos no volante que guiavam um corpo tonto, um desmaio por duas horas, uma insônia à meia-noite e um texto perdido sem razões aparentes. E nada mais faria sentido se não fosse aquela que faz jus à sua função de anjo da guarda. Bastou que eu olhasse para o céu adormecido às duas horas da madrugada, visse o seu sorriso facilmente desenhado em Cruzeiro do Sul e lembrasse de quantas vezes sua mão afagava minha cabeça em meu silêncio contemplativo da tristeza e da solidão. Então, ainda que correndo o mesmo risco anterior, embora não me dê à preocupação de uma terceira voz vir a falar de nós, só me resta algumas palavras que talvez sirvam como solução a todas as nossas preocupações:
- Eu te amo.
E durante a pronúncia das sete letras junto mais cinco do seu nome e formo doze. Doze são os números do relógio que me fazem pensar naqueles olhos. Olhos tristes, mas de uma beleza superior. E é quando lembro que compreensão não é encontrada em qualquer curva de uma estrada sem asfalto, mas ela vem sempre empacotada nas veias coronárias de alguém que julgaremos especial. Algumas pessoas passam a vida inteira procurando por esse alguém e eu tive a sorte de encontrá-lo desde cedo. E assim eu dividi as mulheres em duas: a minha futura esposa e todas as outras.
Sei que alguns podem considerar essas palavras restritas demais, que não vale a pena considerar tais parágrafos como uma crônica (e ainda mal escrita, por sinal). Mas, como disse há algumas linhas virtuais, não irei me preocupar com isso. Ao menos não hoje, por ser apenas um dia em que tive chance de agradecer por todo o esforço que me foi direcionado no resgate da minha felicidade. E aliado a essa condição, assisti ao filme "Peixe grande" no domingo (dividi o meu tempo na criação de uma resenha, mas nada poderia me estragar agora), o que me dá um pouco de veia poética e fantasiosa. E mesmo que as coisas tivessem perdido a graça por alguns instantes, não foi com grande dificuldade que tudo voltou ao estado habitual de graça constante. Admito que devo desculpas a qualquer um de vocês, mas palavras nem sempre são fortes como um abraço. Talvez eu prefira uma maneira diferente de pedir redenção.
E como eu disse antes, a vida se renova. Ainda bem que o serviço militar me livrou do fardo de carregar uma arma.

2 Comments:
perfeitamente lindo....nem mais uma palavra,nem menos uma...
te amo ..eu tb te amo...
e faço das suas palavras as minhas...
vc sabe que te amo
By
Anônimo, at 20:25
uhh...
esse coment aih em cima...hauahuaahhaa
anonimo e ngm sabe kem foi neh??
kkkkkkkkkkkkkk
simplesmente lindo o texto viu Ju??
E tah venu??
Vc perdeu um texto e fez oto perfeito!!
hehehe
xeru linduuu te amuuuuuh
By
Anônimo, at 22:07
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