Quatro linhas e um objetivo
- Puxei a camisa dele, e ele me disse: "Se você quiser, te dou a camisa depois do jogo". Respondi que preferia a irmã dele. Não é uma coisa que se diga, é verdade. Digamos que ele foi mais francês, e eu mais italiano: Ele foi mais irônico, eu, mais grosseiro.
(Palavras de Marco Materazzi, zagueiro da Azurra que sofreu a cabeçada proferida por Zidane na final da Copa do Mundo de 2006 e autor do gol de empate de sua seleção no primeiro tempo regular)
O futebol, assim como qualquer outro esporte, é um campo de exibição para os sentimentos humanos. Como mais explicaríamos meus passes e minha visão tática de jogo se não por minha personalidade altruísta? E o sentimento de que sempre posso decidir a partida? Talvez apenas um reflexo da minha megalomania e da minha excessiva confiança em tudo que realizo. E duas pessoas orgulhosas e competitivas na mesma quadra? Uma casa de quatro quartos, sendo um suíte, também não os suportaria.
A vida pode ser entendida dentro de quatro linhas. Por que não? Sempre existirão pessoas que levaram o jogo a sério, que farão de tudo para atingir o objetivo proposto pelas regras: o gol. O gol é o momento máximo do futebol, quando os torcedores entram em êxtase ou depressão e os jogadores alavancam seu status perante os demais atletas. Claro que também existem os que jogam para se manterem em forma, ou para reunir os amigos, ou para dar uma risada mais sincera do que se estivesse assistindo o Faustão, ou apenas para atormentar quem realmente quer jogar, ou apenas para fazer parte de todo o espetáculo, mesmo que as pernas e os pulmões denunciem o oposto.
Não é por ser dono da bola que eu jogo, mas porque extravaso um pouco da minha personalidade em cada chute. Gosto de me sentir importante e por isso sempre dou o máximo de mim, mesmo que os músculos estejam acenando com a bandeira branca. Já gostei mais de colocar a bola na rede, mas hoje em dia prefiro a beleza do drible ou a troca de passes como a personificação da amizade. O importante é fazer a vida parecer suave. E fazer saltar os olhos de quem assiste.
É fazendo a partida decorrer em harmonia que eu imito a minha vida e escondo a saudade, pois sei que os minutos jamais serão infinitos.
(Palavras de Marco Materazzi, zagueiro da Azurra que sofreu a cabeçada proferida por Zidane na final da Copa do Mundo de 2006 e autor do gol de empate de sua seleção no primeiro tempo regular)
O futebol, assim como qualquer outro esporte, é um campo de exibição para os sentimentos humanos. Como mais explicaríamos meus passes e minha visão tática de jogo se não por minha personalidade altruísta? E o sentimento de que sempre posso decidir a partida? Talvez apenas um reflexo da minha megalomania e da minha excessiva confiança em tudo que realizo. E duas pessoas orgulhosas e competitivas na mesma quadra? Uma casa de quatro quartos, sendo um suíte, também não os suportaria.
A vida pode ser entendida dentro de quatro linhas. Por que não? Sempre existirão pessoas que levaram o jogo a sério, que farão de tudo para atingir o objetivo proposto pelas regras: o gol. O gol é o momento máximo do futebol, quando os torcedores entram em êxtase ou depressão e os jogadores alavancam seu status perante os demais atletas. Claro que também existem os que jogam para se manterem em forma, ou para reunir os amigos, ou para dar uma risada mais sincera do que se estivesse assistindo o Faustão, ou apenas para atormentar quem realmente quer jogar, ou apenas para fazer parte de todo o espetáculo, mesmo que as pernas e os pulmões denunciem o oposto.
Não é por ser dono da bola que eu jogo, mas porque extravaso um pouco da minha personalidade em cada chute. Gosto de me sentir importante e por isso sempre dou o máximo de mim, mesmo que os músculos estejam acenando com a bandeira branca. Já gostei mais de colocar a bola na rede, mas hoje em dia prefiro a beleza do drible ou a troca de passes como a personificação da amizade. O importante é fazer a vida parecer suave. E fazer saltar os olhos de quem assiste.
É fazendo a partida decorrer em harmonia que eu imito a minha vida e escondo a saudade, pois sei que os minutos jamais serão infinitos.

1 Comments:
O tempo é um amigo precioso...ou não?
Abraço!
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Anônimo, at 20:55
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