Sobre a vaidade
O ser humano é capaz de tudo. É capaz de amar, de construir uma casa, de realizar uma reunião de amigos, de cantar, de ler um livro, de preparar um café, de abrir os braços a um primo distante, de dar esmolas a um mendigo, de provocar uma briga, de xingar um empregado, de fingir ser um seqüestrador para receber o dinheiro do resgate, de esfaquear uma idosa para afanar-lhe a bolsa, de ceifar vidas "para o bem da humanidade", de roubar cadáveres, de vender o corpo alheio.
Essa visão parece um pouco escura demais, com o homem visto como escravo do próprio bem-estar. E será que não seria correta? Afinal, nos dias de hoje, as pessoas demonstrar se preocupar muito pouco com o mundo. Estarão todos dispostos a contribuir para o embelezamento da vida? Tanto o monge das montanhas no Himalaia (com muitas idéias e poucas ações) como o executivo de um escritório em Manhattan (com poucas idéias e muitas ações) se mostram humanitariamente ineficientes. "Esqueçam o futuro"!
O individualismo é o mal-do-século. E eu penso em como as pessoas devem, assim como eu, sentir-se mal em carregar esse destino com elas. Somos absurdos pontos no imenso plano das idéias e das mudanças. A ponte não está carregada de cerejas e, mesmo assim, é difícil atravessar para o lado oposto: apenas os mais destemidos conseguem admitir que é necessário coragem para fazê-lo se equilibrando nas cordas laterais. E, mesmo sabendo do vento sul que balança essa ponte, são muito poucos os que realmente se arriscam a correr esse risco.
E assim eu vou seguindo: um sorriso enigmático de Gioconda e passos lentos de Fabiano. A incerteza do certo e do errado, apenas a repúdia do bom-senso. Sei que um dia vou cair em desuso por minhas linhas ultra-românticas, mas são as únicas que tenho. O que me resta é ter orgulho e continuar deitado, vendo minha sombra dançar, de madrugada, ao som do rádio que eu não liguei.
Essa visão parece um pouco escura demais, com o homem visto como escravo do próprio bem-estar. E será que não seria correta? Afinal, nos dias de hoje, as pessoas demonstrar se preocupar muito pouco com o mundo. Estarão todos dispostos a contribuir para o embelezamento da vida? Tanto o monge das montanhas no Himalaia (com muitas idéias e poucas ações) como o executivo de um escritório em Manhattan (com poucas idéias e muitas ações) se mostram humanitariamente ineficientes. "Esqueçam o futuro"!
O individualismo é o mal-do-século. E eu penso em como as pessoas devem, assim como eu, sentir-se mal em carregar esse destino com elas. Somos absurdos pontos no imenso plano das idéias e das mudanças. A ponte não está carregada de cerejas e, mesmo assim, é difícil atravessar para o lado oposto: apenas os mais destemidos conseguem admitir que é necessário coragem para fazê-lo se equilibrando nas cordas laterais. E, mesmo sabendo do vento sul que balança essa ponte, são muito poucos os que realmente se arriscam a correr esse risco.
E assim eu vou seguindo: um sorriso enigmático de Gioconda e passos lentos de Fabiano. A incerteza do certo e do errado, apenas a repúdia do bom-senso. Sei que um dia vou cair em desuso por minhas linhas ultra-românticas, mas são as únicas que tenho. O que me resta é ter orgulho e continuar deitado, vendo minha sombra dançar, de madrugada, ao som do rádio que eu não liguei.

3 Comments:
o monge completa o executivo.. o executivo, o monge...
o monge e o executivo...eis um livro mt mt bom...seu manezinho do dinamico acertou uma em cheio...hkkkkkk ele falou tanto do livro que impossivel nao ter o minimo de curiosidade p ler..hehhe...
bom...boa noite rapaz
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Anônimo, at 00:13
ah..eu pensava q tinha mandado um beju ..
intaum..beijo
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Anônimo, at 00:13
alias..axo que todo mundo eh preso as pessoas que vc ama...
eh..eh verdade
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Anônimo, at 00:14
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