O vestido da noiva
O mistério é o tempero das paixões. Apesar de o mundo estar cada vez mais descoberto, dissecado, e as garotas não mais estarem preocupadas em esconder os tornozelos, ainda existem tons dissonantes na monotonia da vida ritmada em quatro por quatro. Assim como a curiosidade é a arma da evolução, também é o pilar que sustenta a nossa existência. Não existe nada mais triste que o conformismo, o ser humano que se confunde com o vegetal (ainda que as flores sejam amáveis).
No casamento, o clímax acontece três ou quatro vezes: a saída para a lua-de-mel, o beijo dos noivos (um dos gostosos clichês da vida) e até no instante em que o casal se olha e profere um sim. Mas pare para pensar: existe algo tão revestido de uma aura indefinida como o vestido da noiva? Quantas e quantas pessoas não ficam torcendo o pescoço dos bancos da igreja apenas para vê-la entrar exuberante em cena e depois dizerem, com as lágrimas benzendo o rosto, o quão linda ela está?
Enquanto houver discrição na hora em que são feitas e refeitas as linhas desse vestido que ficará escondido até o último minuto, a cerimônia será de uma doçura inimaginável. Eu imagino o coração do felizardo, as pernas vacilando no altar, as veias morrendo de amor e curiosidade, os olhos que desejam encontrar os milésimos de segundo que lhe fazem seu futuro cintilar e ser pintado de uma flamejante eternidade. Um singelo pretexto para encantar a vida dos homens.
Peço mil perdões aos realistas, mas a vida precisa de um pouco de poesia. Ainda que o romantismo seja uma fraude (não aos meus olhos, garanto), peço que nunca se esqueçam que a felicidade consiste em não sermos reais. E quando a realidade é transvestida de fantasia e a nossa mente idealiza o que nos cerca, a única certeza é de que nos renovamos e nos tornamos belos. Também sei que, às vezes, minhas palavras me tornam indecifrável e assim consigo meu objetivo: fazer brilhar a mente de quem lê.
No casamento, o clímax acontece três ou quatro vezes: a saída para a lua-de-mel, o beijo dos noivos (um dos gostosos clichês da vida) e até no instante em que o casal se olha e profere um sim. Mas pare para pensar: existe algo tão revestido de uma aura indefinida como o vestido da noiva? Quantas e quantas pessoas não ficam torcendo o pescoço dos bancos da igreja apenas para vê-la entrar exuberante em cena e depois dizerem, com as lágrimas benzendo o rosto, o quão linda ela está?
Enquanto houver discrição na hora em que são feitas e refeitas as linhas desse vestido que ficará escondido até o último minuto, a cerimônia será de uma doçura inimaginável. Eu imagino o coração do felizardo, as pernas vacilando no altar, as veias morrendo de amor e curiosidade, os olhos que desejam encontrar os milésimos de segundo que lhe fazem seu futuro cintilar e ser pintado de uma flamejante eternidade. Um singelo pretexto para encantar a vida dos homens.
Peço mil perdões aos realistas, mas a vida precisa de um pouco de poesia. Ainda que o romantismo seja uma fraude (não aos meus olhos, garanto), peço que nunca se esqueçam que a felicidade consiste em não sermos reais. E quando a realidade é transvestida de fantasia e a nossa mente idealiza o que nos cerca, a única certeza é de que nos renovamos e nos tornamos belos. Também sei que, às vezes, minhas palavras me tornam indecifrável e assim consigo meu objetivo: fazer brilhar a mente de quem lê.

3 Comments:
Uma ode ao que é misterioso, uma ode à fantasia e ao romantismo, e pq não também ao realismo? Uma ode às contradições da vida,ao céu e ao muro. Abraço!
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Anônimo, at 00:36
Poootz eu AMEI ESSE TEXTO DE CERTEZA!!!
Amo tds us textos ki vc faz...
Mas esse foi auge demais Juh!!
Qdo eu casar keru q tds me olhem como vc descreveu aih!! hehe
Keru tah bein linda!!
hauahuahuhauhaua
Falei parecenu uma bestona agora...hehe
te amuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuh mt mt mt mt mt mt i infinitu!!
bjooo
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Anônimo, at 20:45
Oi Juzão, lindo mesmo esse texto, acho que sua inspiração veio de uma certa aula de terapia da timidez (Jacque que o diga!). Nada como uma cerimônica pra tornar algo inesquecível...apesar de o essencial estar invisível aos olhos, não é mesmo?Continue sempre assim, tornando seus textos uma deliciosa fantasia para quem lê!
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Anônimo, at 21:42
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