Sonhos em uma chuva de verão
Por quatro ou cinco dias, eu vi as horas caírem tão forte quanto a chuva. Chuva dessas que vêm quase de surpresa (antes não existissem os telejornais) e matam os planos de quem desejava um domingo na praia. Eu vi as ruas e os carros debaixo d'água e não vi o sol, que se escondia em cima do céu negro. A umidade da atmosfera cegava o horizonte. Era o tempo ideal para se trancafiar num quarto, tirar a saudade do peito e colocá-la em cima da cama. E eu tinha saudade de ficar confortável nos braços da morena. (Logo ela, que sempre tinha sido um sonho de ternura e diamante, tão intocável e essencial quanto a luz).
Como um mendigo sem abrigo e pisando descalço no chão enlameado, lancei-me sem proteção em minhas lembranças, que, de tão sinceras, pareciam reais. Senti aqueles lábios chovendo em meu rosto, em meu corpo. Ou então as palavras vindas de sua garganta ventando frias em meu ouvido. Assim como a enchente inundou casas, essa sinestesia onírica inundava o meu coração, que ia aos poucos tendo suas paredes derrubadas pelo excesso de beleza que precipitava das nuvens em seus cabelos.
Além da doçura que pingava dos seus olhos, que pareciam duas barras de chocolate derretido injetando serotonina em minhas veias e espantando a minha depressão habitual. A violência, a frieza, o egoísmo, o cinismo: o medo que tenho da face que os homens escondem por trás de sorrisos é apagado por aquele olhar, que me fascina como um relâmpago no meio da madrugada escura. Com toda a tranqüilidade que me é passada, é agradável, então, dormir com o barulho das poças se formando e com o aroma da terra molhada.
Quinta-feira azul. A normalidade é retomada. Revivo a minha vontade de abraçar o seu corpo e respiro o ar seco e quente dos meios de semana. O gosto de rotina da minha severa Aracaju volta a alcançar meu paladar.
Como um mendigo sem abrigo e pisando descalço no chão enlameado, lancei-me sem proteção em minhas lembranças, que, de tão sinceras, pareciam reais. Senti aqueles lábios chovendo em meu rosto, em meu corpo. Ou então as palavras vindas de sua garganta ventando frias em meu ouvido. Assim como a enchente inundou casas, essa sinestesia onírica inundava o meu coração, que ia aos poucos tendo suas paredes derrubadas pelo excesso de beleza que precipitava das nuvens em seus cabelos.
Além da doçura que pingava dos seus olhos, que pareciam duas barras de chocolate derretido injetando serotonina em minhas veias e espantando a minha depressão habitual. A violência, a frieza, o egoísmo, o cinismo: o medo que tenho da face que os homens escondem por trás de sorrisos é apagado por aquele olhar, que me fascina como um relâmpago no meio da madrugada escura. Com toda a tranqüilidade que me é passada, é agradável, então, dormir com o barulho das poças se formando e com o aroma da terra molhada.
Quinta-feira azul. A normalidade é retomada. Revivo a minha vontade de abraçar o seu corpo e respiro o ar seco e quente dos meios de semana. O gosto de rotina da minha severa Aracaju volta a alcançar meu paladar.

6 Comments:
Cabra apaixonado...
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Anônimo, at 00:45
eu hein....pra variar um textinhu liiindo
vamu publicar vamu publicar...
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Anônimo, at 18:20
bom..se foi pra mim ,nao sei..so sei q brigada,se foi!!!!!!!!kkkkkkkkkkkkkkk ficou lindo lindo...e espantoso...chega deu medo da sua paixao ...
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Anônimo, at 18:20
Eitcha, essa morena deve causar um estrago..kkk!Bem que vc falou, um texto sublime!"É o amorrrrr!!!"
Bjs!
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Anônimo, at 21:45
esse anônimo fui eu, kkk, esqueci de colocar!Té amanhã!
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Anônimo, at 21:46
naum larissa naum foi pa vc n...¬¬ foi pa papai noel...eh aquele msm ki veste vermeio e traz presentinhus nu natal...¬¬
fora meu atake de mongolismo hauahhauha tenhu ki dizer ki esse texto eh mais um dos seus textos perfeitos...hehe
claro kem eh perfeito soh tem obra perfeita...(tah isso serve pa o caso da nossa família tb...hohoho bincanu!!)
te amuuuuuuuuuh linduuuu
xeruuu
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Anônimo, at 21:58
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