Casa, teatro e esquina

sexta-feira, abril 13, 2007

Redenção

Se eu pudesse resumir as palavras de hoje em uma só, não saberia dizer que palavra é essa. Porém, sei bem o que minhas palavras querem dizer nesse instante. Infelizmente, as letras poderão parecer um conjunto de medidas paliativas, mesmo que não seja essa a intenção. Talvez eu peque por ser sincero até demais. Pronto. Parece que com isso descubro qual é a palavra que resume o meu sentimento: sinceridade. Serei maçante como um desabafo. Podem me julgar agora despolitizado, clichê, intimista ou mistificador. Eu não me importo. Não hoje.

A existência humana é um conjunto caótico de desentendimentos. Uma Torre de Babel, para ser mais exato. E magoamos todos que nos rodeiam nas mais diversas situações, em maior ou menor grau. Às vezes uma brincadeira desmedida, uma pequena desatenção, uma risada imprópria. Até mesmo o melhor elogio pode ofender alguém, assim como quem atribui adjetivos a Bush, por exemplo. Não tenho autoridade para ressoar minha voz à toda humanidade. Podia, talvez, ter sido pop, mas preferi ser cult. Tenho um público pequeno, mas fiel e apaixonado.

E justamente por isso me entristeço quando apago o sorriso de qualquer um deles. Até me torno destrutivo como os irmãos Marx (preferia ser Chaplin) quando me deparo com a minha incapacidade de lutar contra a fatalidade das coisas. Se já me fiz de palhaço alguma vez, espero que pelo menos tenha feito alguém rir. Mas seria bom se soubesse antes que não adianta tentar consertar os erros. Para os erros existe perdão, não conserto. E as pessoas que você mais ama são as que talvez mais te machuquem, justamente por você acreditar que elas jamais farão ruim a você. Da mesma maneira, dê créditos a quem te faz feliz.

Sei que algum dia fiz doer o coração de alguém. Não foi maldade ou descaso, apenas uma incompatibilidade momentânea. A diferença que nos une é a mesma que nos traiu por segundos. Mas esqueçamo-na agora e sejamos maduros. E, por todas as frases, escritas ou não, eu peço desculpas quando elas feriram qualquer um de vocês. Sexta-feira treze. Não sou supersticioso, apenas tenho más lembranças. E já sei que palavra pode resumir esse momento: redenção.

1 Comments:

  • Queria até comentar sobre o texto posterior a este, mas não sei o que foi...
    Só sei que esse texto me chamou muita atenção, nem é sexta feira-treze, mas quem precisa de uma data para ter um dia negro!! Parece macabro né... Poize, tava andando pela net procurando uma coiza prazerosa de se ler e que não tivesse compromisso com a academia da intelectualidade, e mais uma vez vim ao endereço certo né....
    Ótimo seus textos, cada vez mais o senhorito se supera!!
    Só não concordo quando vc diz que para os erros não existe conserto, eu quero acreditar que existe sim.
    No entando oq vc descreve no texto e que me parece uma verdade absoluta, e que realmente "agente aprende à aceitar que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso", e que mais doq isso, "que não basta apenas vc ser perdoado, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo"!
    Bom adoraria continuar comentando infinitamente sobre essa belezinha que acabei de ler agora, mas acho que vou durmi quem sabe assim o dia que não é treze acaba mais rapido!!
    Bjãoo Juninho!!!

    By Anonymous Anônimo, at 22:54  

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