O silêncio
- Não, não pode ser! Há quanto tempo!
- (...)
- E aí? Como você está? Casa, trabalho, família?
- (...)
- Bem que me disseram que você havia mudado muito. Por que esse olhar cabisbaixo? Ainda jogando dominó com os primos?
- (...)
- Tudo bem, eu também sei ficar calado. Aliás, faço isso muito bem.
- (...)
- O que aconteceu com você? Você comstumava rir tanto. Lembra que você sempre contava piadas em nossas festas?
- (...)
- Pelo jeito continua afiado. Eu sei que, no fundo, no fundo, você deve estar debochando de mim. Mas eu não ligo. Você já viu aquela boate nova? Um dia trouxe Joana aqui e ela adorou. Quer comer algo?
- (...)
- Fale alguma coisa! Que droga! Eu fico aqui o tempo inteiro tentando estabelecer uma conversa normal e você não faz nada para ajudar.
- (...)
- Sabe de uma coisa? Cansei de você. Cansei de ver essa boca inerte. Estou indo embora. Adeus.
- (...)
- Que maldição...esse silêncio me angustia...um sorriso, nem que seja de ódio...
- Clarisse...
- Quê?
- Clarisse?
- Quem é Clarisse?
- (...)
- Mas quem é Clarisse?
- Clarisse se foi...
- Como ela se foi? Quem é Clarisse?
- (...)
- Como ela se foi?
- Ela se foi...
- Hum...Você não está se referindo à Clarisse da oitava série, está?
- Clarisse...
- Não, não pode ser. Afinal, já faz dezoito anos.
- (...)
- É ela?
- (...)
- Você está brincando. Aquela garota sem graça?
- Clarisse...
- Rapaz, nem me lembre daquela menina. Ainda bem, só mais uma lembrança de nossas adolescências agridoces.
- Clarisse...
- Sério agora: de que Clarisse você está falando?
- (...)
- Por que essa cara?
- Clarisse...
- É ela?
- (...)
- Por quê você me olha assim? O que eu poderia ter feito? Por que você não me disse nada? Não é culpa minha! Não me faça ficar posando de idiota!
- Clarisse...
- Como eu poderia saber que algo tão banal para mim seria fundamental para você?
- (...)
- Desculpa, mas não posso fazer nada por você então. Não fique assim, deixe essa tristeza de lado.
- (...)
- De novo o silêncio? Bom, tenho que ir. Joana já está me esperando para o café. Se quiser passar um dia lá em casa, seja bem-vindo. E mande um abraço para a sua esposa...como é o nome dela mesmo?
- Clarisse?
- (...)
- E aí? Como você está? Casa, trabalho, família?
- (...)
- Bem que me disseram que você havia mudado muito. Por que esse olhar cabisbaixo? Ainda jogando dominó com os primos?
- (...)
- Tudo bem, eu também sei ficar calado. Aliás, faço isso muito bem.
- (...)
- O que aconteceu com você? Você comstumava rir tanto. Lembra que você sempre contava piadas em nossas festas?
- (...)
- Pelo jeito continua afiado. Eu sei que, no fundo, no fundo, você deve estar debochando de mim. Mas eu não ligo. Você já viu aquela boate nova? Um dia trouxe Joana aqui e ela adorou. Quer comer algo?
- (...)
- Fale alguma coisa! Que droga! Eu fico aqui o tempo inteiro tentando estabelecer uma conversa normal e você não faz nada para ajudar.
- (...)
- Sabe de uma coisa? Cansei de você. Cansei de ver essa boca inerte. Estou indo embora. Adeus.
- (...)
- Que maldição...esse silêncio me angustia...um sorriso, nem que seja de ódio...
- Clarisse...
- Quê?
- Clarisse?
- Quem é Clarisse?
- (...)
- Mas quem é Clarisse?
- Clarisse se foi...
- Como ela se foi? Quem é Clarisse?
- (...)
- Como ela se foi?
- Ela se foi...
- Hum...Você não está se referindo à Clarisse da oitava série, está?
- Clarisse...
- Não, não pode ser. Afinal, já faz dezoito anos.
- (...)
- É ela?
- (...)
- Você está brincando. Aquela garota sem graça?
- Clarisse...
- Rapaz, nem me lembre daquela menina. Ainda bem, só mais uma lembrança de nossas adolescências agridoces.
- Clarisse...
- Sério agora: de que Clarisse você está falando?
- (...)
- Por que essa cara?
- Clarisse...
- É ela?
- (...)
- Por quê você me olha assim? O que eu poderia ter feito? Por que você não me disse nada? Não é culpa minha! Não me faça ficar posando de idiota!
- Clarisse...
- Como eu poderia saber que algo tão banal para mim seria fundamental para você?
- (...)
- Desculpa, mas não posso fazer nada por você então. Não fique assim, deixe essa tristeza de lado.
- (...)
- De novo o silêncio? Bom, tenho que ir. Joana já está me esperando para o café. Se quiser passar um dia lá em casa, seja bem-vindo. E mande um abraço para a sua esposa...como é o nome dela mesmo?
- Clarisse?

2 Comments:
quase um mês depois... e um tabefe que nos lembre a olhar também o umbigo alheio! mto bom!
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Filipe Freitas, at 20:19
moska eh um mestre de jogos de palavras! mto obrigado pela comparação!
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Filipe Freitas, at 20:50
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